22 setembro 2020

A Fé em tempos de pandemia

A CNN Brasil, postou no Youtube, uma pequena série com o título: "A Fé em tempos de pandemia". 

São 5 vídeos curtos onde os representantes das religiões narram como tem sido seus encontros, seus cultos, seus desafios e perspectiva. 

Um conteúdo muito rico. 
Aprendemos sobre "os ritos" e "o sagrado" daqueles que não praticam os mesmos ritos que nós. 

Precisamos conhecer e respeitar a crença do outro. 


Catolicismo: 



Islamismo: 



Judaísmo: 




Evangélicos: 


Candomblé: 



Espero que gostem. 
Um abraço. 
Ana Virgínia 

 







O resultado da Rifa

 Sábado, dia 19 de setembro, aconteceu o sorteio da rifa em prol da construção do Muro. 

Os números sorteados, os dois últimos algarismos dos três primeiros prêmios, foram: 

76

54

06. 


Como o número 76 não foi vendido, eu coloquei 4º número: 34. 

Então, os prêmios foram para os números: 

54, 06 e 34. 


Agradeço todas as pessoas que colaboraram conosco por meio desta "Ação Entre Amigos". 






Em breve nosso muro estará pronto. 


Abraço.
Ana Virgínia 

15 setembro 2020

Transplante - Uma montanha russa de emoções.

No dia que minha mãe foi oficialmente para a fila do transplante nós inserimos nossos números de telefone na ficha dela, no hospital. O número do celular de nós três: o meu, o da minha mãe e o da Tháila, minha irmã. 

O médico disse que, no dia que houvesse um doador com o órgão compatível (transplante de fígado) eles ligariam para esses números. 

Na noite do dia 14 de agosto, recebemos a ligação. 

Minha irmã, que trabalha em outra cidade e estava trabalhando lá naquele dia, recebeu a ligação do médico. O médico disse que houve uma doadora compatível com minha mãe e ele acreditava que o transplante daria certo. 

Minha irmã tinha o dever de nos comunicar. Ela estava chorando quando ligou... e foi uma loucura receber essa notícia. Uma mistura de emoções: alegria, medo, ansiedade, gratidão... uma mistura desses sentimentos juntos. 

Estávamos em casa, eu, minha mãe e o Luís, meu noivo. Tínhamos acabado de jantar. Estávamos sentados à mesa ainda. 

Eu liguei para o médico para que ele repetisse as informações que já tinha passado para a minha irmã. Ele deu as orientações para internação e disse mais uma coisa: "Pode acontecer que, quando a equipe médica for fazer a captação do órgão, percebam que o órgão não está 100%. E nós só fazemos transplante se o órgão estiver 100%." 

Guardamos essa informação. Mas vivemos intensamente todos os momentos, acreditando que o fígado da doadora estaria 100%. 

Minha mãe internou, fez os exames pré-cirúrgicos e recebemos a notícia que o órgão não estava 100%. 

Voltamos pra casa.

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Daquele dia até hoje, conversamos com transplantados de fígado. Pessoas que são fonte de inspiração e esperança pra nós. E eles disseram que isso também aconteceu com eles. É comum isso acontecer: que o órgão do doador não esteja 100%. Então, o transplante não é realizado.

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Somos gratas por esta mulher que viveu, morreu e teve o desejo de ser doadora de órgãos e, desta forma, prolongar a vida de outras pessoas. O órgão que minha mãe precisa não estava bom para o transplante, mas acreditamos que ela prolongou a vida de outras pessoas, pois um doador pode ajudar muitas pessoas que estão nas filas de transplante aguardando fígado, coração, rim, córneas, pulmão, ossos... 

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Estamos no mês da conscientização sobre a doação de órgãos. 
Você já conversou sobre este assunto com alguém? 






30 julho 2020

Uma rifa solidária

Em janeiro deste ano, 2020, tivemos um grande susto aqui em casa.

As chuvas fortes que causaram quedas de barrancos, muros, e, em alguns lugares até casas, também nos atingiram.

Foi dia 4 de janeiro, 8 dias antes do meu noivado.

Eu fazia curativo na perna da minha mãe, por conta de uma ferida que, graças a Deus já melhorou. Era mais ou menos meia noite. O barulho da chuva era forte e constante. A chuva não parava. E tínhamos compaixão das pessoas que estavam sofrendo por conta das intensas chuvas de dezembro, janeiro...

De repente um grande estrondo, parece que balançou a casa inteira.
Olhei as paredes do fundo da casa e já estavam rachadas.
Cheguei próximo da cozinha e já estava com muita lama.
Um desespero. Tento tirar minha mãe de dentro de casa debaixo de chuva. Pego o cachorro e saio na rua pedindo ajuda.







Deus sempre cuida de nós por meio das pessoas, dos nossos familiares, dos nossos amigos.

Ficamos abrigadas na casa de uma vizinha, mas logo voltamos pra casa. A defesa civil disse que não corria risco de descer mais terra... O trauma foi grande. O medo de dormir em casa também.

Enquanto nos organizavamos para retirar a terra, refazer as paredes e reconstruir o muro, chegou a pandemia.

No mês de abril refizemos as paredes e agora estamos na construção de um muro mais forte, mais firme.



Desde o dia do acidente vários amigos nos ajudaram com seu apoio, com comidas quentinhas quando estávamos sem cabeça pra nada... E amigos também quiseram nos ajudar nessa reconstrução.





Recentemente duas amigas que trabalham com produtos artesanais aqui em JF, me incentivaram com a ideia de uma rifa, ou mais de uma rifa, de seus produtos, para ajudar no que precisamos para essa obra. Juliana e Thalita, muito obrigada.

A Juliana faz lindos amigurumis no Instagram @bichim_de_linha.
E a Thalita é a rainha dos cachepôs, suplas e bolsas do @licota_crochetaria.




A rifa funcionará da seguinte forma: 

Teremos três prêmios:

1º - 1 patinho de amigurumi + 3 mini cachepôs com mini suculentas.
2º - Um pote de biscoitos decorados da @divinobrigadeirojf
3º - Um pote de biscoitos decorados da @divinobrigadeirojf

A pessoa escolhe os números disponíveis (entre 00 e 99).
Cada número vale 10,00.
O sorteio será realizado pela Loteria Federal do dia 19 de setembro de 2020 (sábado).
Os ganhadores serão aqueles que tiverem os números iguais aos dois últimos algarismos do 1º, 2º e 3º prêmios da Loteria Federal do dia descrito acima.

Aos que desejarem participar desta Rifa, podem fazer contato direto comigo, pelo Whatsapp, clicando aqui. 

Nós entregaremos prêmio para o ganhador em Juiz de Fora ou enviaremos pelos correios, em qualquer lugar do Brasil.






03 julho 2020

Você está bem forte hein.

Em uma das quartas-feiras que acompanhei minha mãe ao hospital para fazer a paracentese, fiquei ouvindo o diálogo entre dois senhores.

Os dois com mais de oitenta anos. 
Os dois com vários problemas de saúde. 
Os dois também fazem paracentese. 
Um na cadeira de rodas.
O outro anda com ajuda de bengala e de seu neto. 


Eles falavam sobre suas profissões, quando ainda trabalhavam.
Quando, um diz ao outro:

- Mas o senhor está bem forte e conservado. 
- É verdade. Estou forte e conservado. E o senhor também está muito bem. 

Gente, eu sorri por trás da máscara. Aquele sorriso de quem quer chorar.

Gente, dois homens, velhos, doentes, tecendo elogios sobre a fortaleza deles. 

É um grande aprendizado pra mim que muitas vezes ouço minhas próprias lamúrias: estou muito cansada, acho que não dou conta disso tudo, preciso de tempo pra descansar... 

Voltei pra casa pensando no diálogo deles. 
E entendendo melhor o que é ser forte e estar bem. 
Quanta gente está bem e não sabe. 
Quanta gente consegue ficar bem mesmo quando, aos nossos olhos, não estão. 

Eu desejo fortaleza para a minha vida. E também para a sua, que vem aqui ler o que eu escrevo de vez em quando. 

Abraço. 
Até a próxima história. 



28 junho 2020

Tenho visto coisas bonitas

Temos acompanhado minha mãe ao hospital toda quarta-feira, para que ela faça o procedimento paracentese (retirada de água da barriga).

Conhecemos 9 pacientes que vão lá, às quartas, para fazer esse procedimento. Minha mãe é a única mulher.

Soubemos que nem todas as pessoas que fazem a paracentese estão na fila do transplante. Para entrar na fila do transplante o paciente tem que obedecer uma série de recomendações e, se por acaso não consegue obedecer, não entra na fila. Um exemplo é a bebida alcoólica. No caso do transplante de fígado, o paciente não pode pensar em tomar nada que tenha álcool.

São homens com idades variadas que encontramos às quartas-feiras e não sei o motivo da doença deles. Tem gente nova, mais ou menos da minha idade, trinta e poucos anos. E senhores com mais de oitenta anos.

E foi com um desses senhores que observei uma cena de extrema beleza. Quem o acompanha é um neto, de dezoito anos mais ou menos. O menino tem um carinho pelo seu avô que os que estão à volta ficam admirados. Igual eu fiquei. Fica perto, abraça, fala perto do ouvido com carinho para o avô escutar, arruma a máscara, ajuda-o a passar álcool em gel nas mãos. Oferece água e frutas (porque ficamos uma manhã inteira no hospital). Ajuda o avô a caminhar com bengala ou sem ela. É um cuidado ao idoso que precisamos cultivar.

Bonito também é ouvir o neto valorizar o passado do seu avô. Falando e motivando-o a falar da profissão que exerceu durante grande parte de sua vida. Foi porteiro. E fala sobre isso com uma alegria e saudade de trabalhar.

Gente, eu até levo livros para ler enquanto aguardo, a manhã inteira, minha mãe no hospital. Mas as histórias e as vidas que estão ali são também muito interessantes. O livro eu posso ler depois. Agora, aprender com a história e a vida daquelas pessoas tem sido um presente.

Em épocas em que não valorizamos o idoso e seu poder de nos ensinar com sua experiência e história, encontrar uma cena e uma realidade assim é raridade.

Isso é uma coisa bonita.

Até a próxima história.




23 junho 2020

Quarentena 5

Os dias não são os mais fáceis e leves por aqui.

O vírus não alcançou nossa casa. Mas esteve presente em nossa família. Meu tio, irmão da minha mãe teve corona vírus. Está em recuperação sem necessitar de internação.

Minha mãe está na fila do transplante do fígado. O caso dela se agravou um pouco no último mês. Está fazendo paracentese (tirar água da barriga) toda semana. Vamos com medo do vírus. Mas temos que ir ao hospital toda semana.

Também estamos na reconstrução do muro que desabou nas chuvas de janeiro passado. O muro atingiu duas paredes de nossa casa, que conseguimos reconstruir no mês de abril. Agora, neste mês de junho começamos a reconstrução do muro. Muitos gastos, muita poeira, muito trabalho.

Continuo trabalhando pelo colégio, on line e, acompanhamos as notícias do retorno para a escola. Também com medo.

Faço brigadeiros e bolos quando tenho encomenda. E a cozinha é a minha válvula de escape. É o momento que eu esqueço um pouco de tudo isso que estamos vivendo. Mas, logo depois, volto para a realidade.

Quero interagir no blog com mais frequência. Mas, por esses dias não consegui.

Espero que vocês que passam por aqui estejam bem.

Abraço.