Os dias não são os mais fáceis e leves por aqui.
O vírus não alcançou nossa casa. Mas esteve presente em nossa família. Meu tio, irmão da minha mãe teve corona vírus. Está em recuperação sem necessitar de internação.
Minha mãe está na fila do transplante do fígado. O caso dela se agravou um pouco no último mês. Está fazendo paracentese (tirar água da barriga) toda semana. Vamos com medo do vírus. Mas temos que ir ao hospital toda semana.
Também estamos na reconstrução do muro que desabou nas chuvas de janeiro passado. O muro atingiu duas paredes de nossa casa, que conseguimos reconstruir no mês de abril. Agora, neste mês de junho começamos a reconstrução do muro. Muitos gastos, muita poeira, muito trabalho.
Continuo trabalhando pelo colégio, on line e, acompanhamos as notícias do retorno para a escola. Também com medo.
Faço brigadeiros e bolos quando tenho encomenda. E a cozinha é a minha válvula de escape. É o momento que eu esqueço um pouco de tudo isso que estamos vivendo. Mas, logo depois, volto para a realidade.
Quero interagir no blog com mais frequência. Mas, por esses dias não consegui.
Espero que vocês que passam por aqui estejam bem.
Abraço.
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23 junho 2020
02 maio 2020
Quarentena 4
Seguimos na tentativa de adaptação a esta fase que vivemos.
Por aqui está tudo bem, exceto algumas angústias que surgem em nosso cotidiano.
Ficamos protegidas em casa, eu e minha mãe. Fazemos acompanhamento da saúde dela por consultas on line. Ela faz exames, enviamos os resultados pelo Whatsapp e o médico responde o que temos que fazer.
Minha irmã vem algumas vezes. E é bom que ela venha. Ela traz um pouco de ternura para a solidão que vivemos.
Vez ou outra tenho que ir ao mercado. Vou extremamente protegida.
Um desafio são as aulas on line. Gravar vídeos para os alunos, aprender a trabalhar na plataforma do colégio. Mas vamos superando os desafios de cada dia.
Gravar vídeos na minha casa é um exercício de paciência. Rua super movimentada, tem ônibus, cachorro latindo, vizinhos gritando. Eu gravo uns 10 vídeos... para dar certo um.
Em casa também continuamos nas pequenas encomendas de bolos e brigadeiros que surgem na quarentena. E considero isso bom. Bom pra mim, que fico entretida fazendo bolos. Bom pra quem celebra a vida, o amor.
Aqui no Brasil temos uma crise política em meio a essa pandemia. Confesso que fico muito angustiada em observar o comportamento do Jair, o homem que pessoas do meu país escolheu para presidente.
Um abraço para você que aparece por aqui de vez em quando.
AnaVi.
Por aqui está tudo bem, exceto algumas angústias que surgem em nosso cotidiano.
Ficamos protegidas em casa, eu e minha mãe. Fazemos acompanhamento da saúde dela por consultas on line. Ela faz exames, enviamos os resultados pelo Whatsapp e o médico responde o que temos que fazer.
Minha irmã vem algumas vezes. E é bom que ela venha. Ela traz um pouco de ternura para a solidão que vivemos.
Vez ou outra tenho que ir ao mercado. Vou extremamente protegida.
Um desafio são as aulas on line. Gravar vídeos para os alunos, aprender a trabalhar na plataforma do colégio. Mas vamos superando os desafios de cada dia.
Gravar vídeos na minha casa é um exercício de paciência. Rua super movimentada, tem ônibus, cachorro latindo, vizinhos gritando. Eu gravo uns 10 vídeos... para dar certo um.
Em casa também continuamos nas pequenas encomendas de bolos e brigadeiros que surgem na quarentena. E considero isso bom. Bom pra mim, que fico entretida fazendo bolos. Bom pra quem celebra a vida, o amor.
Aqui no Brasil temos uma crise política em meio a essa pandemia. Confesso que fico muito angustiada em observar o comportamento do Jair, o homem que pessoas do meu país escolheu para presidente.
Um abraço para você que aparece por aqui de vez em quando.
AnaVi.
06 abril 2020
Gratuidade
Nestes dias de quarentena, de isolamento, muitas notícias nos deixam tristes e angustiados.
Mas, também encontramos notícias que deixam o coração alegre, como por exemplo, quando encontramos ações de solidariedade e gratuidade.
Aqui em casa quisemos adoçar um pouco o dia dos colaboradores da Unidade Básica de Saúde do bairro.
Eles continuam trabalhando para que nós fiquemos bem.
Os funcionários da UBS aqui perto da minha casa são muito atenciosos, especialmente com minha mãe, nessa fase pré-transplante.
Em momentos frágeis nós encontramos apoio, orientação, carinho.
E nós retribuímos tudo isso que eles fazem com alguns cup cakes de cenoura, cobertos com brigadeiro.
Ser grato nos ajuda a sair um pouco das angústias e stresses destes dias difíceis.
E nós precisamos de notícias das ações de solidariedade.
Qual notícia você me conta?
01 abril 2020
Quarentena 3
Muitas pessoas em suas casas.
Muitas comidas gostosas.
O máximo que eu cheguei perto da rua nesses dias foi no portão.
Para pegar e entregar marmitinhas.
Os vizinhos que fizeram uma coisa gostosa ligam pra minha mãe e eu desço pra buscar. Já tivemos:
Mas também enviamos marmitinhas com brigadeiros.
Tenho gostado dessa troca de comidas.
Muitas comidas gostosas.
O máximo que eu cheguei perto da rua nesses dias foi no portão.
Para pegar e entregar marmitinhas.
Os vizinhos que fizeram uma coisa gostosa ligam pra minha mãe e eu desço pra buscar. Já tivemos:
- Carne cozida com batata e cenoura.
- Maionese e arroz
- Arroz, frango e chuchu
- Doce de mamão
- Doce de goiaba
Mas também enviamos marmitinhas com brigadeiros.
Tenho gostado dessa troca de comidas.
30 março 2020
Quarentena 2
Os acontecimentos durante a quarentena...
Eu falei para os meus tios: Sei que vocês gostam muito da minha mãe. Especialmente por este motivo eu peço encarecidamente: Não venham aqui em casa!
Minha mãe está no fator de risco. Está na fila para fazer transplante de fígado, imunidade baixa, diabética, ferida na perna...
Acho que entenderam um pouco. Minha mãe sente falta. Eles também sentem falta. Ela é a irmã mais velha. Os 3 irmãos homens gostam de vir, conversar, ajudar, fofocar...
Hoje, um tio meu toca a campainha. Nervosa já fiquei.
E perguntei:
- Você quer subir?
Ele disse:
- Não.
(Mas querendo dizer sim)
rs.
Eles conversaram um pouco. Minha mãe na varanda e ele na rua.
É um sacrifício, mas é por um tempo.
24 março 2020
Quarentena 1
Eu confesso que não foi fácil parar.
Vivo numa correria, dou conta de fazer muitas coisas, resolvo várias questões no dia.
Trabalho no colégio. Organizo as encomendas e a equipe de nossa confeitaria artesanal (Divino Brigadeiro Instagram Site). Ajudo na Paróquia onde participo. Almoço na casa da minha sogra. Cuido da minha mãe. Encontro com meus amigos. Vou à Missa.
Ufa.
Na terça-feira, dia 17, foi o último dia que teve aula na escola. Tivemos que voltar lá na quarta e fui liberada 12h.
O Luís me buscou de moto. Já não andei mais de transporte público desde terça.
Então, desde quinta-feira, dia 19 que estou de quarentena.
Saí na sexta, para ir ao posto médico, buscar gaze, faixas, luvas, para eu mesma fazer o curativo na ferida da perna da minha mãe. Faço duas vezes por dia.
Na sexta à tarde fui ao mercado, de máscara, comprar o básico aqui pra casa, ainda não tínhamos feito as compras do mês.
Desde esse dia eu não saí mais de casa.
Tenho cuidado da minha mãe, feito fuxico, aprendido umas músicas no violão, andado nos blogs e organizando minhas postagens, vi filmes, arrumo a casa, passo água sanitária, faço coisas pra gente comer e brigadeiros para vender.
As embalagens para vender brigadeiros e biscoitos na Páscoa chegaram. São lindas. Porém não sei como será nossa Páscoa.
Isso é o de menos. O importante é que passemos por esta crise com saúde física e mental.
E nós aprenderemos coisas novas ao ficar em casa, aprenderemos talvez, um novo jeito de ser, de viver, de perceber o que é mais importante, os lugares que nos são mais "caros", as pessoas que têm os abraços mais preciosos.
Seguimos...
Vivo numa correria, dou conta de fazer muitas coisas, resolvo várias questões no dia.
Trabalho no colégio. Organizo as encomendas e a equipe de nossa confeitaria artesanal (Divino Brigadeiro Instagram Site). Ajudo na Paróquia onde participo. Almoço na casa da minha sogra. Cuido da minha mãe. Encontro com meus amigos. Vou à Missa.
Ufa.
Na terça-feira, dia 17, foi o último dia que teve aula na escola. Tivemos que voltar lá na quarta e fui liberada 12h.
O Luís me buscou de moto. Já não andei mais de transporte público desde terça.
Então, desde quinta-feira, dia 19 que estou de quarentena.
Saí na sexta, para ir ao posto médico, buscar gaze, faixas, luvas, para eu mesma fazer o curativo na ferida da perna da minha mãe. Faço duas vezes por dia.
Na sexta à tarde fui ao mercado, de máscara, comprar o básico aqui pra casa, ainda não tínhamos feito as compras do mês.
Desde esse dia eu não saí mais de casa.
Eu e o Lilo na Quarentena
Tenho cuidado da minha mãe, feito fuxico, aprendido umas músicas no violão, andado nos blogs e organizando minhas postagens, vi filmes, arrumo a casa, passo água sanitária, faço coisas pra gente comer e brigadeiros para vender.
As embalagens para vender brigadeiros e biscoitos na Páscoa chegaram. São lindas. Porém não sei como será nossa Páscoa.
Isso é o de menos. O importante é que passemos por esta crise com saúde física e mental.
E nós aprenderemos coisas novas ao ficar em casa, aprenderemos talvez, um novo jeito de ser, de viver, de perceber o que é mais importante, os lugares que nos são mais "caros", as pessoas que têm os abraços mais preciosos.
Seguimos...
23 março 2020
Primeiro domingo da quarentena.
Hoje é o quarto domingo da quaresma.
E o primeiro domingo que estou na quarentena.
Domingo é dia de estar junto com a família, com a minha família ou a família do Luís.
De noitinha é hora de participar da Missa em alguma igreja por aqui.
Hoje foi um domingo diferente.
E o primeiro domingo que estou na quarentena.
Domingo é dia de estar junto com a família, com a minha família ou a família do Luís.
De noitinha é hora de participar da Missa em alguma igreja por aqui.
Hoje foi um domingo diferente.
Ninguém vai na casa de ninguém e nós participamos da Missa pelo Instagram.
Aqui em nossa cidade foi orientado que manifestássemos nossa fé e nossa oração com um pano branco na frente da casa. E assim fizemos. E ficamos unidas em oração com mais de 4.000 pessoas que estavam na live, na hora que o padre celebrava.
E assim vamos seguindo na quarentena.
21 março 2020
Estamos em casa. E você?
Esses primeiros dias dentro de casa estão estranhos.
Obrigados a nos trancar, sem planejamento do que vamos fazer aqui dentro.
Escutamos os noticiários. Tomamos os devidos cuidados.
Tudo é novo e um tanto assustador.
É preocupante também a situação das pessoas que não podem ficar em casa, que tem que trabalhar... profissionais da saúde, da segurança pública, dos mercados, das farmácias.
É revoltante a postura das pessoas que podem ficar em casa mas não ficam. Vejo no jornal da minha cidade, a quantidade de pessoas sentadas num parque da cidade. A maioria são pessoas idosas.
Algumas empresas também não têm cuidado da higienização do local de trabalho e dos colaboradores. Ontem fui ao mercado, por necessidade. As pessoas que trabalham no caixa estavam sem nenhuma proteção. Nada de luvas ou máscaras. Essas pessoas estão em contato direto com outras pessoas, com menos de um metro de distância. Pegam no dinheiro, devolvem o troco.
Enfim.
Estamos preocupados e pedimos a proteção de Deus para o nosso país e para o mundo.
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