Já falei várias vezes sobre minha ida à Serra do Funil
Durante as caminhadas fotográficas encontramos essa casa.
Na verdade andamos muito para encontrar uma casa.
Estávamos cansados, querendo água, querendo sombra.
Foi aí que paramos.
Um senhor nos atendeu com muito carinho, ofereceu água, jaca, mexerica...
Um dos membros de nosso grupo tinha cortado a mão com um canivete e esse senhor que o ajudou.
Deu um pouco de mertiolate e alguns "matos" que são cicatrizantes.
Fiquei parada, encantada, emocionada.
Nessa casa estava cantando músicas, moda de viola... tudo que meu pai sempre escutava aqui em casa.
Tudo ali me lembrava o José. A simplicidade do morador... as músicas que ele escutava... o jeito de conversar... o fogão a lenha.
Conversei com ele. Perguntei sobre a vida ali naquele lugar...
E com um sorriso no rosto ele dizia que era ótimo morar ali, trabalhar durante o dia, chegar de noite comer a comida que a mulher fez. Plantar o que vai comer...
Quanta diferença da minha vida, da nossa vida.
Não tem tanta preocupação com o tempo...
Não tem stress com o trânsito engarrafado, com o horário que vai chegar no serviço, no colégio, no dentista...
O computador que pifou, a internet que não funciona, o e-mail que não chegou, a impressora que parou de funcionar na hora que mais precisa...
Os compromissos que não podemos faltar...
Enfim.
Foi precioso aquele momento.
Algumas vezes vale a pena pensar em como outras pessoas são felizes com poucas coisas, como são felizes sendo sempre simples.
Precisamos parar de vez em quando, pensar nisso.
Talvez possamos nos desacelerar encontrar felicidade e ficar satisfeitos com o que temos e o que somos.
Bjo pra vocês.