Cartas Hoje - 1 ano




Já faz um ano do projeto "Cartas Hoje".

Quanta gente legal eu conheci!

Quantas correspondências mexeram comigo, me fizeram chorar, me fizeram repensar minhas ideias, talvez me ajudaram a ser uma pessoa melhor.

Quantas vezes eu sorri de alegria ao encontrar as cartinhas na caixa postal.

Quantas vezes incluí em meu planejamento cotidiano aquele tempo para responder cada cartinha, pensando na pessoa que a receberia... e como isso me fez bem!

Quanto afeto eu tenho pelos correspondentes que talvez eu nem saiba como são aparentemente, mas sou encantada por eles.

Gratidão!

Ana Vi

Saudade delicada

Saudade delicada.
Chamo-a de delicada porque necessita estar guardada numa caixa.
Essa caixa tem que estar forrada com algo macio - algodão, plumas, uma toalhinha de crochê ou folhas de papel de seda. E sobre esse pequeno solo macio acomodamos nossa saudade delicada.



Um parágrafo de uma carta recebida.
Quando o tema da troca de cartas foi saudade, recebi esse presente. Um escrito sobre saudade que resinifica a dor.

Os direitos desse imenso escrito são todos da Ana Paula.

Perseverança



Eu guardei essa imagem para usá-la no dia que eu passasse no exame de rua da auto escola.

Eis-me aqui hoje, 25 de outubro de 2016.

Nada fácil conseguir tirar uma carteira de habilitação em Juiz de Fora.

Mas... inspiro-me em mulheres perseverantes e guerreiras, como a Cris Guerra.

Paz! 

Pra ficar bonita tem que sofrer!

E você concorda com a frase que dá título para esta postagem?

Meu Deus...

Quantas vezes escutei essa frase nos "salões de beleza". E sempre saía aquele sorriso amarelo de quem concordava com a frase imposta por alguém e aceita por tantas de nós.

Claro que, se eu quiser que meu cabelo seja liso (o que ele não é de natureza) eu vou sofre dores e meu cabelo também sofrerá.

E lembro bem das vezes que eu ficava sentada na cadeira giratória dos salões de beleza. 
O vapor quente do secador de cabelos, a escova redonda de vários tamanhos que, algumas vezes se enrolava toda no meu cabelo. 
A força que a profissional fazia puxando os fios e eu me segurando na cadeira, firmando a cabeça.
E quando era para secar e puxar essa parte bem perto da orelha? E o medo que dava de queimar? E as vezes que já queimou?
Alguns salões tem um tampão para orelhas que não adianta nada. Se você segurar o tampão com a sua mão, você protege a orelha e queima os dedos.
Depois de tudo isso, a piastra. Pois o secador e as escovas redondas não alisam os cabelos crespos com tanta facilidade. 
E o medo que eu tinha daquela prancha esbarrar no meu couro cabeludo?
E as vezes que já esbarrou?

"-Pronto! Está linda agora."

Sempre dizem essas profissionais.

Uma menina com o cabelo anelado, crespo, sai do salão balançando os "seus" lisos cabelos. 
Corre de cada gota de água.
Tenta não suar para que a escova dure mais tempo.
Coloca sacola plástica na cabeça na hora de tomar banho.

Quando não é o processo de alisar temporariamente os fios é o processo de alisar definitivamente, ou relaxar, ou usar o super relaxante. Doloroso também. Algumas mulheres crespas têm seu couro cabeludo queimado, machucado, ferido, por causa de uma química que promete deixar os fios mais macios e controlados.


Me responda por favor: Quem disse que o cabelo é duro? Quem precisa ser controlado? 


E assim foi minha vida em busca da beleza que é anunciada.
Aquela beleza que você precisa de sofrer para adquiri-la. 

Ainda bem que o tempo passa. E com ele observamos nossa evolução, nossa transformação, nossa transição. 
Vê lá se uma mulher, com qualquer tipo de cabelo, precisa depender de uma ideia assim para pensar que possui beleza.


Terminei a transição capilar. Fiz o Big Chop.
Mas estou em transição com minhas ideias, com minha presença nos ambientes em que atuo. Em transição com o pensamento que as pessoas têm de mim. 

É bom ser "essa metamorfose ambulante".

É bom desejar ser livre e ser, pelo menos no que diz respeito ao cuidado com os cabelos e comigo mesma. 

É bom, é gostoso demais conhecer seu cabelo, vê-lo nascer, senti-lo crescer naturalmente.

É bom lavar, passar um creme e esperar secar.

É bom inventar penteados com grampos e panos.

É bom não depender da mídia e das fotos das capas de revista para sentir-se bela.

Gostaria de citar a fonte desta bela foto. Mas não tenho.


Que fique registrado o meu respeito a todos que escolhem esticar, relaxar, alisar, enrolar.
Todos nós podemos fazer escolhas. É preciso que entendamos isso. Todos nós podemos escolher o que quisermos. Inclusive ser natural.


Paz pra nós!


AnaVi. 



Escola para maridos

Esse é o nome de um programa que estreia hoje pelo canal a cabo Fox Life.

Imagina isso... Escola para maridos.

Este post não pretende ser um julgamento ou crítica à um programa que nem foi ao ar ainda.

Mas, uma reflexão de uma mente borbulhante.

Sempre que tenho oportunidade eu exalto José Vicente da Silva, meu pai. José é um exemplo de esposo e pai. Claro que temos muitos homens que também são exemplos e eu tive a graça de nascer no berço de um deles.

Ao contrário desses homens que são exemplos para a formação de uma família, exemplos na educação de seus filhos, exemplos na fidelidade e atenção ao que um lar necessita, encontramos outros perfis. Perfis machistas, autoritários, violentos.

Nos diálogos com amigas solteiras e casadas, por vezes, pensamos sobre o comportamento de alguns homens que convivem conosco enquanto namorados e/ou amigos. E também no comportamento de tantos homens famosos ou que ficam conhecidos por uma atitude, seja ela qual for.

E uma coisa que eu penso é que talvez alguns homens não estão preparados para lidar com a autonomia e independência das mulheres.

Não estou dizendo que não concordo com a ação e postura do homem (no caso de  hétero sexuais) que assuma seu papel dentro do relacionamento. Na verdade é isso que eu penso que deve acontecer. Mas não com uma mentalidade de se auto denominar superior, mais inteligente, com mais direitos. Não aqueles que pensam que a mulher tem que ser do jeito que ele quiser, usar as roupas que ele deixar, dizer as cores de esmaltes e batons que podem ou não podem. Isso não, meus caros.

Você pode não concordar com isso que escrevi e até apresentar outros caminhos para meus pensamentos.

Mas fico aqui pensando nesse programa... Escola para maridos que estreia hoje aqui no Brasil, mas já faz muito sucesso em outros países.

O que motiva esse tema?








Rastro de Deus nas coisas

A poesia é o rastro de Deus nas coisas

(O despautério / Adélia Prado)

Tem dias que sou mais poética e sensível.
Em outros sou dura e fria.
Mas gosto de perceber a poesia, de sentir as letras, as palavras, os versos, fazendo barulho dentro de mim. 
Gosto das metáforas que descrevem o que sinto. 


Encontro.




Fim de semana especial para mim e para este blog.

Quando começamos a blogar criamos uma certa afinidade com algumas pessoas que estão sempre presente nos comentários, nos emails, no facebook, no instagram...

Criamos um elo com pessoas que moram tão longe de nós, mas que são lembradas por suas histórias e seus escritos.

Eu amo interações, conhecer pessoas diferentes, conhecer pensamentos e histórias diferentes dos que vivo.

Em 2013 eu conheci a Carol, do blog Um blog Simples, na Flip em Paraty.

Em 2016 planejei em meio a uma correria encontrar com quem fosse na Bienal do Livro, em São Paulo.

Foi bate volta, mas foi muito gostoso, muito gratificante.

Encontrei-me com Ana Paula, do blog Lado de fora do coração, com a Tina do blog Meu Blog e eu, e com a Diomara, nossa amiga das cartas que foi de Juiz de Fora comigo para São Paulo.






Ana Paula avistou-me de longe no lugar marcado para o encontro. O acenar de mãos e o sorriso foi a coisa mais acolhedora.
Gente... como é bom receber o abraço de quem a gente conversa há muito tempo, mas há muito tempo não vê, ou melhor, abraçar quem nunca vimos.

Tina é das minhas. Quer foto de tudo que vê.
E gosta de fotografar os pés!
Que coisa boa é essa gente!



Andamos pela Av. Paulista... que pra mim é um mundo de atrações. Exposições de fotos, poesias no chão, poesias na parede! Quero voltar lá em Sampa pra viver mais nesse lugar.

Também na Av. Paulista, nosso ponto de encontro foi a Casa das Rosas.

Depois fomos para a Bienal do Livro de SP. 





Sim... sou apaixonada pelo Pequeno Príncipe.
E ele estava lá... rsrsrsrs






A Bienal é o lugar de onde a gente não quer sair.
Livros, personagens, poesia solta, sarau, comida gostosa e massagens...




Só digo que... voltei pra Juiz de Fora com aquela vontade de Quero mais de São Paulo!





>>