09 setembro 2019

Nossos talentos.






"O talento é dado a todos, sem exceção.
Por instinto e vocação, todos nos concebemos, nos rascunhamos, nos passamos a limpo e nos apresentamos em público na versão que julgamos menos falha ou mais convincente. 
Depois, voltamos corajosamente para dentro de nós e labutamos. 
Tentamos nos emendar, nos corrigir. 
Cortamos aquela parte que nos incomoda ou não soa bem e acrescentamos algo que agora nos da sentido."

(O Arroz de Palma) 

05 setembro 2019

Buscar conhecimento sempre...


É necessário aprender um pouco a cada dia para aperfeiçoar os dons e alimentar a criatividade. 

Caso queira conhecer meu trabalho na confeitaria... 

04 setembro 2019

Cotidiano

Eu trabalho desde os meus 18 anos.
Meu primeiro emprego foi no mesmo bairro em que eu morava e ainda moro.
Raramente precisava de transporte público para ir trabalhar. Só quando chovia.


Depois fui trabalhar num bairro vizinho. Não era tão longe.
Um ônibus para ir e um ônibus para voltar.
Uns 10 minutos dentro do ônibus que estava sempre cheio. Na maioria das vezes não dava nem pra sentar.


Há um ano vivo uma outra experiência nos transportes públicos.


Minha casa fica bem mais distante do meu trabalho.
Dois ônibus para ir, dois ônibus para voltar.
Um trajeto que dura uma hora, aproximadamente.


Quando percebi o enorme tempo que levo para ir e voltar para casa, eu tive várias iniciativas para fazer com que esse tempo fosse produtivo: ler um livro, estudar, ouvir um pod cast, fazer as postagens nos instagrans que eu gerencio, responder as conversas de whatsapp...


Tento aproveitar o tempo com alguma dessas atividades, mas, na maioria das vezes, eu estou cansada. E cochilo. O ônibus sacode muito, as ruas são totalmente irregulares. Quando volto para a casa cochilando, abro os olhos de vez em quando, para saber onde estou, se o meu ponto está chegando.


Sobre querer que todo o tempo seja produtivo, estou desistindo dessa ideia. Nem sempre faz bem pra gente. E, talvez o tempo dentro do ônibus ou no ponto enquanto o espero, seja mesmo para observar as pessoas, as situações; sorrir para uma criança; entrar naquela conversa com alguém desconhecido sobre o sol, a chuva, o acidente de ontem, sobre a vida.


Um dia eu até achei que era exclusividade de quem anda de ônibus cochilar em algum momento. Aí partilhando experiências com as colegas de trabalho, uma delas confidenciou que dia desses, ela voltava de carro para a casa, parou no sinal e cochilou. Acordou com os carros atrás buzinando. Perigoso isso.


Estamos cansados gente.




Vocês também cochilam no ônibus?

30 agosto 2019

Serendipidade

Esses dias de agosto têm feito muito frio aqui em Juiz de Fora.
Por causa disso eu não consigo lavar a cabeça com a constância que desejo.
Saio de casa 6h30m, retorno por volta de 18h.
Lavar a cabeça antes de sair é muito cedo, lavar a cabeça quando volto é muito tarde. Dormiria com o cabelo molhado.


Eu gripo muito fácil.
Tomar banho quente e sair no vento frio é dor de garganta na certa.
A sinosite também vem me visitar nessas ocasiões. Enfim...


Não consigo lavar a cabeça com a constância que desejo.


Ontem, dia 29 de agosto, me inscrevi para participar de um Simpósio sobre Rubem Alves, na UFJF. Um dos palestrantes foi o prof. Leonardo Boff.


Quando me arrumava para sair de casa, como faço todos os dias, prendi o cabelo que queria que estivesse lavado, com cachos mais definidos. Mas estava muito frio e fui com o cabelo do jeito que estava, sem definição.


Chegamos na UFJF um pouco mais cedo, antes de começar a palestra e o Prof. Leonardo estava no saguão do anfiteatro do ICH conversando com umas poucas pessoas que estavam por ali, autografando livros.


Eu e Grace ficamos ali também na esperança de conseguir dar um abraço neste homem que admiramos. Para nossa surpresa - Serendipidade - ele vem à nossa direção e começa a pronunciar algumas palavras, olhando para mim.


Eu não percebi que ele estava falando comigo. Não imaginava que um dia nessa vida o Leonardo Boff ia dirigir palavras de elogios à minha pessoa. A vida nos reserva surpresas agradabilíssimas (Serendipidade).


Ele falou sobre meu cabelo, o quanto estava bonito, o quanto as pessoas precisam assumir-se e descobrir-se ao invés de buscar ser igual a todo mundo. No meu caso  ele disse que eu fiz bem em não alisar o meu cabelo e que o cabelo estava muito bonito, combinando com o meu sorriso.


Gente, é claro que eu estava nas nuvens neste momento. É claro que eu quase não estava acreditando que aquele sonho era realidade. É claro que eu estava muito envergonhada, pois sou tímida.


A Grace o abraçou e ele também quis me abraçar. Um abraço afetuoso e demorado.


Dialogamos brevemente, pois ali também tinham outras pessoas querendo abraçá-lo. No diálogo falamos sobre a importância de encorajar pessoas, a importância de educar com amor, com afeto. Falamos também sobre a sintonia que temos com sua Teologia, com sua Literatura.





Serendipidade - quando uma situação ou descoberta feliz acontece por acaso, sem que estejamos esperando. 


Este link conta a história da origem desta palavra. 



26 agosto 2019

São Paulo - Fipan 2019

No mês de julho deste ano estive em São Paulo para participar da Fipan
(Feira Internacional de Panificação e Confeitaria).

A Feira foi muito legal. Uma imensidão de novidades e opções na área da panificação e confeitaria.

Este evento aconteceu no Expo Center Norte... um lugar imenso...

Eu andei tanto na feira, nos três dias, e vim embora com a sensação que não vi tudo.


Mapa da feira 




Aproveitamos também para passear e conhecer um pouco mais de São Paulo.


Bairro da Liberdade e um pouco da cultura japonesa. 





Aqui em Juiz de Fora não tem Starbuks. 
Então por onde encontramos um aproveitamos para saborear cafés e capuccino. 



Perto da Galeria do Rock está este restaurante. 
Eu gosto de experimentar sabores novos, comidas diferentes, mas quando é muito diferente eu tenho receio. 
Confesso que tive receio e quis experimentar assim mesmo. Não me arrependi. 
Que comida gostosa é esse Shawarna.

Você já comeu Shawarna em São Paulo ou em outro lugar? 





Uma visita rápida à Catedral da Sé.





Galeria do Rock

Algodão doce é uma coisa deliciosa e no shopping center norte tinha umas opções gigantescas que eu tive que comer dois dias. 



31 maio 2019

Maternidade.

Texto postado no Casulo Escrita.


Quando eu era criança eu tinha os meus filhos. Aquelas bonecas com o corpo de pano e braços, pernas e cabeça de borracha. Eram os “bebezinhos”. Eram brancos, pois ainda não existiam as bonecas negras. Eram meus filhos. Eu saía com eles de casa, levava pra passear na casa da minha avó. O bebezinho ia embrulhado num cobertor de bebê. Minha avó fazia roupinhas para o bebezinho. Era uma gostosura aquela vida, aquele filho. Lembro-me que tive dificuldade de desapegar da boneca velho com o corpo rasgado.

O tempo foi passando.

Lembro-me que, na adolescência, nas primeiras menstruações, a minha mãe alertava quanto ao perigo de ter bebês de verdade. Os alertas eram quase ameaças: “Ai de você aparecer grávida aqui em casa”.

O tempo foi passando.

Não fui mãe na adolescência.

Não fui mãe na juventude.

Já estou na vida adulta, já passei dos 30, e não sou mãe.

Talvez pelo fato de não ter começado a namorar tão cedo, ou pelo fato de não ter me sentido segura com nenhum dos namorados que eu tive, “ser mãe” não foi um sino na minha mente. Eu penso que, para ter um filho (na minha opinião e na minha vida) é necessário segurança e comprometimento também do companheiro. Ter um filho é uma responsabilidade imensa, é abrir mão de muitas coisas, é viver correrias, sofrimentos. E para mim, isso seria possível se o companheiro estivesse 100% comprometido comigo e com o bebê. Mas a minha vida amorosa na adolescência e vida adulta não me fizeram sonhar em ter filhos.

O tempo continua passando.

A médica ginecologista, que é muito atenciosa comigo, me orienta quanto ao tempo que tenho para ter filho, para ter filhos. Eu agradeço as orientações da médica, mas não vejo a maternidade tão próxima de mim.

Penso, acredito e vivo (atualmente), nas infinitas possibilidades de ser uma mulher realizada e completa, mesmo sem ter gerado um filho, mesmo sem saber que se quero gerar um filho, mesmo sem saber se posso gerar um filho.

Pode ser que amanhã eu pense diferente disso e queira ardentemente ter um filho gerado em mim.

AnaVi

23 maio 2019

Tô confusa !




Tô confusa diante desta foto. 

O que aprendi e aprendo com Maria, a Mãe de Jesus e discípula dele, nada tem a ver com as propostas e postura do presidente do Brasil, este que não elegi. 


Aos que tiverem interesse, sugiro a leitura deste texto, de Frei Ildo Perondi