26 setembro 2014

Você é o único doce que gosto.

O rapaz dizia não gostar de doces.
No tempo da paquera, do flertar, Ana Maria recebia mensagens em seu celular assim:
"Você é o único doce que gosto".

O tempo passou.
O relacionamento não foi pra frente e Ana Maria descobriu que o rapaz gostava de doce sim.
E esse charme em dizer que não gosta devia fazer parte de seu processo de conquista.

24 setembro 2014

Encontro das Águas

 "Um dos mais belos e surpreendentes espetáculos da natureza no Estado é protagonizado pelos rios Amazonas e Tapajós. Em frente à cidade de Santarém ocorre o encontro desses dois gigantes rios. Fenômeno este conhecido como “encontro das águas”. O encontro do Amazonas, com suas águas barrentas e correntes; com o Tapajós, de águas verde-azuladas e mansas, proporciona uma imagem intrigante. Os rios correm paralelos por aproximadamente quatro quilômetros, sem que suas águas se misturem." 



No dia que chegamos em Santarém precisamos ficar num hotel para pegar o barco para Óbidos, que seria somente no dia seguinte.

Ficamos no Hotel Encontro das Águas, onde fomos muito bem atendidos e acomodados.

Da janela do quarto dava pra ver o encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas... mas dava pra ver de longe... a água de uma cor, até determinada distância e depois a água de outra cor.


A vontade era de ver isso de perto né.

E fomos!

Como eu nunca tinha visto dois rios se encontrarem, fiquei encantada.

E registrei o momento!

11 setembro 2014

Primavera

Primavera e concurso cultural dos blogs da Tina e da Ana Paula.




que a primavera traga
pra mim e pra você
o perfume
a delicadeza
a beleza
das flores

e também 
a alegria que brota no coração daqueles que as dão e recebem








e... que tal aproveitar esses dias lindos para ofertar flores àqueles que amamos?


{AnaVi}


09 setembro 2014

Vida!

"Eu simplesmente amei!"


Acredito que o segredo seja esse. Amar. Simplesmente amar.
Os que amam sabem que a arte de viver do amor não é sempre fácil, não é sempre agradável.
O amor também é dor, também são lágrimas.

Assim como eu, você deve ter visto a bela história desse casal que foi compartilhada por tantas pessoas nas redes sociais.

Identifico-me com Rômulo em várias situações.

----> Ele é fotógrafo e fala sobre coisas lá do fundo do coração daquelas pessoas que amam fotografar. O que esse ato de observar, clicar... representa na nossa vida. Nada de generalizar. Mas o que ele disse faz sentido pra mim.


----> José sofreu como Érica. Tudo foi difícil. Bem difícil. Mas ficou o amor. Amamos até o fim. Até o último momento juntos. E é isso que consola, que acalenta o coração. Vale a pena viver de amor. Acreditar no amor. Apostar no amor.


Parece história de filme (lembram de "Um amor pra recordar"?). Mas são histórias vividas por tantas pessoas como eu, como você, que decidem viver por amor.

Vez ou outra é bom que esses casos apareçam na mídia, sejam compartilhados. Tira o foco da tristeza, violência, corrupção. E se alguém tiver esquecendo dessa história de "viver de amor", logo toma fôlego novamente. Não é que devemos esquecer essas coisas "ruins", mas de certa forma essas notícias nos abalam, nos amedontram, nos deixa sem esperança, sem vida).

Aqui está o vídeo que ele gravou.
Em 25 minutos um linda história de amor nos é apresentada.

{AnaVi}



02 setembro 2014

Gente igual e diferente.

Estou sumida dos blogs (do meu e dos amigos) eu sei!
Não é por causa da minha vontade.


Pois bem. No mês de julho vivi uma experiência singular.
Participei de uma missão, com outras pessoas da comunidade que participo, na Amazônia.
Sim. Tive oportunidade, vontade e coragem. Hahaha.

Fomos com o  lema do livro 7 Bilhões: "Viver com o outro e para o outro o tempo presente".
Antes de chegar a tão planejada viagem, vivemos dias de ansiedade... pensando como seriam as coisas lá naquelas terras tão longe aqui da nossa casa.
Lá aproveitamos cada momento: Convivemos com os jovens paraenses partilhando os anseios dos nossos corações, visitamos famílias lindas que vivem desafios como nós, mas cada um na sua realidade, conhecemos pessoas e lugares maravilhosos...

Quero partilhar um pouco do que registrei mas sei sobre a impossibilidade de transformar em palavras, imagens e vídeos todas as experiências que vivi.


Nos diálogos com o povo paraense, percebemos o quanto somos iguais e diferentes. 
Iguais em nossos sonhos, projetos, atividades na busca de um mundo mais humano e mais digno para todas as pessoas.
E o que nos diferencia é a nossa cultura, o que se come lá e não se come aqui, as expressões utilizadas lá que aqui não sabemos o significado, vice versa.

E como é belo isso... ser igual e diferente!





Até breve!




28 agosto 2014

Medo

Tem gente que tem medo de terminar um relacionamento.

Ana Maria tinha medo.
Parecia que ela já sabia tudo o que poderia acontecer quando ela dissesse que não queria mais. Por isso ela tinha tanto medo.

Um dia após uma das tantas crises de ciumes ela decretou o fim.
Ela tinha muito medo. Sim, ela tinha muito medo de dizer: "Eu não quero mais".
Foi fácil? Não. Não foi.
Ela tomou chá, cápsulas, injeção de coragem.
Ela viu que a coragem existe onde também existe o medo.

No primeiro momento foi um balde de uma água fria, embora os últimos meses daquele bonito casal já mostrava que não dava mais pra ser felizes juntos.
O primeiro fim de semana foi meio vazio (para Ana Maria), mas com uma certeza que o tempo do vazio passaria e depois chegariam outras pessoas, outras oportunidades.
Ana Maria respirava melhor, conseguia sentir o cheiro, o sabor, o toque da liberdade. Aquela liberdade que todo ser humano deseja: de poder se encontrar com as amigas para um cinema, para um café depois do serviço, de poder conversar com qualquer outra pessoa do sexo oposto sem ficar pensando que está sendo vigiada, fazer um curso, praticar um hobby.

Passou um mês. Ana Maria e o rapaz estavam solteiros.

Sim... é comum que pessoas namorem e separem. É bom que um não deva viver ao lado do outro infeliz, mesmo não gostando mais, como se gostava no início. Ana Maria agradece por ter nascido nessa época onde se pode namorar 4, 5 ou 6 anos e dizer que não quer mais. Na época da avó, por exemplo, tinha que permanecer casada, pra sempre. Mesmo infeliz.

O rapaz, o pobre rapaz, não entendia que havia acabado o relacionamento. Foi uma época em que viveram um para o outro, se amaram. Mas acabou. Isso ele não conseguia entender.

Ele procurava Ana Maria na  faculdade. Na serviço. Na casa dela.
Dizia que ela devia ser feliz com ele. Só com ele. Se não fosse com ele... não seria com nenhum outro.
A preocupação começou tomar conta dos dias de Ana Maria. Ela não queria mais vê-lo, mas mesmo assim ele ia onde ela estava.
Mudou um pouco sua rotina. Saia mais cedo da aula, passava por outro caminho para chegar no serviço. Pouco adiantou!

O rapaz usava outros meios para dizer o que sentia e pensava.  Por meio de mensagens de celular e e-mails dizia que se mataria, também Ana Maria . A família dela não acreditava que isso estava acontecendo pois, até então, o rapaz era um homem controlado, adulto. Porém, agora observavam seu comportamento desorientado.

Ana Maria pensou o que seria pior: continuar infeliz num relacionamento ou suportar as ameaças.

Continuou com coragem.

A coragem agora dizia que ela deveria procurar a delegacia das mulheres. Mas, antes de chegar lá precisava de um boletim de ocorrência, feito em um posto policial.

E vocês pensam que foi fácil?
Ana Maria descobriu, da pior forma, como a mulher é tratada como uma qualquer quando chega num posto policial para reclamar de seu companheiro, ou de seu ex companheiro.
Todo respeito aos policiais! Mas a maioria dos homens fardados que Ana Maria encontrou achava que era mais uma dessas histórias de namorinhos... que amanhã iriam voltar. Passaram-se dias, e nada de conseguir um B. O.
Ana Maria também entendeu o motivo pelo qual tantas mulheres desistem das denúncias. As mulheres não são escutadas. Parece que a culpa é delas mesmo.

Um sentimento horrível habitava o coração de Ana Maria naqueles dias. Uma vontade de se entregar, se entregar para morrer. Pois a liberdade, a leveza ao respirar... tudo isso andava longe.

Ana Maria começou a procurar a polícia acompanhada de um homem que conhecia toda sua história com o rapaz. Às vezes Ana Maria explicava a história, outras vezes o homem que a acompanhava.

Enfim, conseguiram o B.O. que ela apresentaria na Delegacia das Mulheres.

Ah... Delegacia das Mulheres. Que lugar triste, que histórias de amargura.

Depois de alguns meses, de muitas lágrimas, humilhações, traumas, Ana Maria parou de receber ligações e ser perseguida.

Bem Aventurada Maria da Penha!